O Egito teve uma rainha como faraó: Templo de Hatshepsut, Vale dos Reis e Colosso
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O Egito teve uma rainha como faraó: Templo de Hatshepsut, Vale dos Reis e Colosso

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O Egito teve uma rainha como faraó: Templo de Hatshepsut, Vale dos Reis e Colosso

Vale dos Reis

O momento mais esperado era o Vale dos Reis onde estão as tumbas de 63 reis egípcios. No chamado Antigo e Médio Império, os reis eram enterrados nas pirâmides, há mais de 113 pelo Egito (ainda não visitamos as mais famosas e uma das maravilhas do mundo: as Pirâmides de Gizé (falta pouco). No Império Novo (de XVI-XI a.C), eles passaram a enterrar os faraós num vale a oeste de Luxor, que passou a ser chamado de vale do Reis pelo francês Champellion. Aliás, aqui, podemos abrir um parêntese para falar da importância dos franceses e ingleses na cultura egípcia, eles foram os grandes “descobridores” de todas essas joias que vemos aqui. Nada mais justo que esteja no Louve e no British Museum. Muito melhor preservados, by the way. Depois vieram os alemães que também preservam muitos achados.

Mas voltando ao vale dos Reis: demoramos 1 hora para chegar até lá. Ele fica na parte Ocidental, temos que atravessar uma ponte. Também saímos cedo para fugir do sol. E vimos um lindo nascer do sol.

Lá dentro não pode fotografar. :( Primeiro, paramos em um enorme mapa para tentar entender o que iremos percorrer.

Entramos em um trenzinho e logo vamos para a nossa primeira tumba: Ramses III. Não tem mais nenhum tesouro dentro, pois tudo já tinha sido roubado antes dos arqueólogos e egiptólogos descobrirem, mas a riqueza de detalhes, as cores, das pinturas e esculturas nas paredes são maravilhosas.

Foram as mais belas imagens do Egito Antigo que já vimos!

Os reis passavam o reinado preparando o próprio tumulo e quando eles morriam se o trabalho não tivesse sido acabado não continuavam mais. Por isso, encontramos muitas coisas inacabadas.

O único tesouro encontrado intacto foi a tumba de Tutancamon II. Para entrar nesse paga-se a parte, não entramos porque quase todo o tesouro que tinha lá dentro está no Museu do Cairo, e é a grande atração do museu. Veja aqui nossa impressão sobre as coisas do Tuti!

Mas, esse “descobrimento” em 1922, chama muito a atenção, Tut II morreu jovem e o tesouro ali deixado é imenso, mas pequeno se comparado a outros faraós, imaginemos então o que deveria ter no de Ramses II que governou aprox. 68 anos.

Tudo muito demais para nós simples mortais que não somos deuses na Terra.

Dizem as más línguas que Howard Carter roubou muita coisa e que seu mecenas também deve ter roubado. O Carter era inglês e dedicou 10 anos da sua vida a “descobrir” algo.

Depois vimos mais 2 tumbas: a de Merembeth e de Ramses IX. A grande maioria está fechada para restauração. Mas sentimos que o local é muito descuidado, dentro tem alguns guias do local, sempre pedindo dinheiro em troca de uma explicação.

Esse lugar é incrível e claro, virou Patrimônio da Humanidade. Imaginar que estamos olhando histórias contadas sobre os faraós de mais de 3000 anos, ver seus deuses, entender como eles lidavam com a morte, seus objetos, suas oferendas.

O Egito é fascinante, como já falei muitas vezes, odeio ser repetitiva, mas não me canso!

Templo Al Deir-el-Bahar ou Templo de Hatshepsut

Esse templo é muito diferente de tudo que já vimos, ele foi construído em 1450 a.C, bem próximo ao Vale dos Reis praticamente em uma falésia. São 3 terraços escalonados. Quem mandou construi-lo foi uma rainha que governou o Egito, a Hatshepsut, e ela dedicou esse templo ao Deus Amon para legitimar seu trono.

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Como assim, mulher? Pois é, a historia é mais ou menos assim: Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei Tutmósis I e da rainha Amósis.

Quando o seu pai morreu, Hatshepsut teria cerca de quatorze anos (para alguns egiptólogos teria dezenove anos). Casou com seu meio-irmão, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o enteado de Hatshepsut, Tutmés III, era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.

Quando ela morreu, o Tut III assumiu e mandou apagar as imagens e nomes dela do templo, substituindo pelo dele. Dá pra ver essas marcas o templo.

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Vemos muitas oferendas a Anubis e ao próprio Deus Amon.

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Adoramos esse templo!!!

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Colosso de Mêmnon

Colosso de Mêmnon são duas estátuas gigantescas do faraó Amenófis III que ficam no meio da rua em Luxor. Simples assim.

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Estas duas estátuas eram entendidas como guardiãs do templo funerário do faráo. O templo tinha cerca de 385 000 metros, sendo um dos maiores da Antiguidade, mas foi completamente destruído devido às inundações do Nilo e à extracção de materiais.

As estátuas representam Amenófis sentado no trono com as mãos pousadas sobre os joelhos. Em cada lado das suas pernas está a sua mãe, Mutemuia, e a sua esposa principal, a rainha Tié. Nos dois lados do trono figuram a representação do sema-taui, símbolo que aludia à união entre o Alto e o Baixo Egipto, sendo possível ver o deus Hapi a realizar a união das duas plantas heráldicas, o papiro e o lírio.

As estátuas foram feitas em quartzito, possuindo cerca de dezoito metros, com um peso de 1300 toneladas.

Realmente incrível!

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